Erros mais frequentes (parte I) A-F

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Erros mais frequentes (parte I) A-F

Mensagem  flipsoza em Seg Set 29, 2008 8:16 am

ACERCA
...e não \"àcerca\".
ACERVO
Dif. de espólio (que se refere aos bens pós-morte).
AÇORIANO
...e não \"açoreano\". Cf. GENTÍLICOS. [Outras palavras com o i normalmente trocado pelo e:
ameixial, artífice, cabo-verdiano, camoniano, definido, lampião, oficina, suficiente.]
ADERÊNCIA
Dif. de adesão.
ADN
...de ácido desoxirribonucleico, e não DNA (que é à inglesa).
AERO
Prefixo que nunca se emprega com hífen [aeroporto, aeroplano, aerotransportado]. Cf. HÍFEN.
AFIM
Dif. de a fim.
ALCOOLEMIA
... e não "alcoolémia", tal como dizemos LEUCEMIA e não "leucémia".
ALÉM/AQUÉM-
Prefixos acentuados, sujeitos sempre ao emprego do hífen. [além-fronteiras, aquém-Pirenéus]. Cf. HÍFEN.
ANTEPOR
...e não \"antepôr\". Cf. COMPOR.
ANTI-
Cf. As regras do hífen I e As regras do hífen II.
APARTE
Sem acento. Dif. de à parte.
APELAR
Apelar para e não "apelar a ". Mas: fazer apelo a.
ÁRCTICO E ANTÁRCTICO
... e não "Artico" nem "Antártico".
ARGELINO
...e não "algerino", nem "algeriano".
ARQUI-
Cf. As regras do hífen I e As regras do hífen II.
ASSESSOR
...e não "acessor"; dif. de acesso.
AUTO-
Prefixo sujeito ao emprego do hífen, quando o segundo elemento possui vida própria e começa por vogal, h, r ou s. Cf. HÍFEN. [auto-estrada, auto-hemoterapia, auto-retrato, auto-sugestão - mas: autonomeado, autocrítica].
AZAGAIA
O mesmo que zagaia.
AZERBAIJANÊS
E não Azeri (embora o Dicionário Houaiss já ateste o barbarismo, preferindo azerbaidjano). Cf. GENTÍLICOS

BAINHA
...e não "baínha".
BANCARROTA
...e não "banca-rota".
BARBARISMOS
Erros de expressão e de grafia (mal) entrados no Português.
BATE-PAPO
...e não batepapo.
BÁTEGA
Aguaceiro, chuvada. A expressão "bátega de água" é pleonástica.
BÊ-Á-BÁ
...e não "b-a-ba".
BEBÉ
...e não "bébé".
BEGE
...e não "beige" nem "beje".
BEM-VINDO
...e não Benvindo (nome próprio).
BÊNÇÃO
...e não "benção".
BENEFICÊNCIA
... e não "beneficiência".
BI
Prefixo que dispensa o emprego do hífen [bianual, bimotor, bissecular, bissexual]. Cf. HÍFEN.
BILIÃO
O mesmo que bilhão: um milhão de milhões, e não um "milhar de milhões" como é usado noutros países, como nos EUA, Brasil e Inglaterra. Cf. Controvérsias e Respostas Anteriores.
BIOPSIA
... e não "biópsia" (a pronúncia correcta/correta é: /biopsía/).
BURBURINHO
...e não "borborinho".

"CARTOON"
Em inglês. Forma aportuguesada: cartune (cartunista). Cf. NEOLOGISMOS.
CACHA (material informativo em primeira
...e não "caxa" (moeda indiana), dif. de CAIXA.
CAEM
...e não "caiem".
CALVÍCIE
...e não "calvíce" Cf. GRAFIA.
CAMPEÃO
...não "campião" Cf. GRAFIA. [Outras palavras com e, susceptíveis de erro: aldeão, ameaça, apear, areeiro, côdea, denegrir, mercearia, privilegiado, refreado, viseense].
CARÁCTER
... e não "caracter". No sentido de índole, temperamento; mas, também, a tipo de imprensa, marca. Plural: CARACTERES (/caractéres/).
CARTÃO-DE-VISITA
É assim que se escreve aquele cartãozinho que usamos em contactos/contatos sociais ou profissionais.
CENTENAS DE MILHARES
...e não "centenas de milhar".
COABITAÇÃO
...e não "co-habitação" e "cohabitação".
COM CERTEZA
...e não "concerteza". Cf. BARBARISMOS.
COMBOIO
...e não "combóio".
COMPOR
...e não..."compôr". Cf. PÔR.
COMUMMENTE
...e não "comumente". Salvo na variante ortográfica brasileira.
CONCERTAR
Dif. de CONSERTAR.
CONCLUIR
«Concluir que nem tudo é perfeito»; mas: «Chegar à conclusão de que nem tudo é perfeito».
CONSTITUÍA
...e não "constituia"; CONSTITUIU e não "constituíu".
CONTROLO
Forma já aportuguesada, em vez do galicismo "controle"/ "contrôle". Cf. NEOLOGISMOS.
COR
...e não "côr".
COSER
Dif. de COZER. Cf. HOMÓFONAS.
CRÂNIO
...e não "crâneo".
CRÍQUETE
Forma aportuguesada de "cricket". Cf. NEOLOGISMOS.

(DES)PRETENSIOSO
...e não "(des)pretencioso".
DE QUE
Regência normalmente mal utilizada. Cf. REGÊNCIAS. certo / errado: "Informo-o de que chego amanhã..." / "Informo-o que chego amanhã..." "Posso provar que..." / "Posso provar de que..."
DECAIR
Dif.de DESCAIR. Conjugam-se como cair. Cf. FLEXÃO.
DECERTO
Dif. de DE CERTO.
DÉFICE
...aportug. do latim "deficit" (e nunca o barbarismo "deficite").
DEFINIÇÃO
...e não "defenição".
DEFINIR
...e não "defenir". Cf. BARBARISMOS.
DEMARCAR
Dif. de desmarcar.
DEMOS
Dif de DÊMOS. Cf. VERBOS.
DESCRIMINAR
Dif. discriminar. Cf. GRAFIA.
DESDE
Não se escreve "desde Moscovo" mas de Moscovo, nem "desde a Bairrada até ao Algarve" mas da Bairrada ao Algarve.
DESEQUILÍBRIO
...e não "desiquilibrio". Cf. BARBARISMOS.
DESPENDER
...e não "dispender".
DESPENSA
Dif de dispensa. Cf. HOMÓFONAS.
DESPOLETAR
Erro crasso, utilizado no sentido exactamente inverso ao da ideia original. Não se "despoleta" uma granada para deflagrá-la: descavilha-se. Quando se despoleta ela fica sem efeito. No sentido da deflagração, prefira-se, por exemplo, a imagem detonar, rebentar, activar. Cf. Respostas Anteriores + Pelourinho.
DIGNITÁRIOS
...e não "dignatários".
DILAÇÃO
Dif. de delação. [Outras palavras de expressão/conteúdo diferentes começadas por de/di: deferente/diferente, delatório/dilatório].
DIRECCIONAR
- Impropriedade em `futebolês` Cf. FUTEBOLÊS.
DISPÊNDIO
...e não "dispendio".
DISPLICENTE
...utilizado desadequadamente.
DIZER
Não sendo sinónimos de dizer, os verbos acentuar, afirmar, confessar, declarar, esclarecer, observar, precisar, referir, rematar são muitas vezes empregados como se o fossem. Importa, assim, cuidar do seu uso adequado e preciso. Cf. VERBOS.

"EX AEQUO"
...e não "ex-aequo". Cf. LATINISMOS.
(E)LUCUBRAÇÃO
...e não "(e)locubração".
ECONOMÊS
- Tal como o FUTEBOLÊS, está carregada de tecnicismos complicados e quase sempre mal (ou escusadamente) formados do ponto de vista do português. Alguns dos exemplos: "Contextualizar", "implementação", "problematizar", "paradigmizar", "sponsorizar" (em vez de patrocinar), "standardização" (quando já temos os substantivos normalização ou padronização). Ou estrangeirismos puros como "budget","cash-flow", "factoring", formato"flatebed","layout","management","partnership", "performance", etc, etc...
ECRÃ
... e não "ecran" nem "écran".
ECRÃ
... e não "ecran" nem "écran". Tão-pouco "écrã".
EFEITO DE ESTUFA
...e não "efeito-estufa"; sempre sem aspas.
EM
É frequente o uso incorrecto da preposição em. Cf. REGÊNCIAS, VERBOS ["Reafirmou a sua disposição em...", disposição para/disposição de/"dispõe-se a", tende a].
EMIRADOS
...e não "emiratos". Cf. BARBARISMOS.
ENQUANTO
Dif. de em quanto.
ES/EX
As palavras com som es/ex prestam-se a inúmeros erros de ortografia. Cf. PRONTUÁRIO. [Alguns exemplos mais comuns: esplêndido, estrato/extracto, estático/extáctico, estasiado/êxtase, extorquir, exangue, extracção, extrínseco, exequível, elixir, esotérico/exotérico, estipulado/extipulado, estore, estónio, estremado/ /extremado/Estremadura, estrair/extrair, estreme/extremo, estipulado/extipulado, espectador/expectador/expectativa/ expectante/ /expectável, espedido/ expedito/ /expedido, espécime/espécimen, esperto/experto, excursão, "establishment", "Essen"/"Essex", "ex aequo", estratego, espesso/espeço/expeço, etc. etc.].
ESDRÚXULO
...e não "exdrúxulo".
ESQUISITO
...e não "esquesito". [Outras palavras incorrectamente escritas com e ou com i, como reflexo da oralidade: definição (e não "defenição"), definido (e não "defenido"), indispensável (e não "indespensável"), privilégio (e não "previlégio"), etc.].
ESTADA
Dif. de ESTADIA.
ESTÓNIO
Natural da Estónia. Cf. GENTÍLICOS.
ESTRATEGO
...e não "estratega".
EVACUAR
Evacuam-se lugares e não pessoas.
EVOCAR
Dif. de INVOCAR.
EXPO
Pronuncia-se tal e qual a palavra exposição. Porquê essa moda da "ecspô"?

FAC-SÍMILE
...aportug. da expressão latina "fac simile", portanto sem aspas. Cf. LATINISMOS.
FEBRE-AMARELA
...e não "febre amarela".
FEMININO
- ... e não "femenino". [A formação errada dos femininos leva também a muitos disparates e tropeções na gramática: hóspede/hóspeda; ilhéu/ilhoa; gigante/giganta; juíz/juíza; monge/monja; parente/parenta; primeiro-ministro/primeira-ministra (e não "a primeiro-ministro" nem "primeira-ministro"); embaixadora (mulher que exerce o cargo de embaixador) "embaixatriz" (mulher do embaixador); cônsul/consulesa; presidente/presidenta. Outras recomendações: personagem, sida e síndroma são palavras do género feminino; idem quanto à (a) diabetes. Mas: clã e grama, por exemplo, são masculino. O Opus Dei (e não: a Opus Dei); mas: a Obra (de Deus). E há os casos em que o significado da palavra varia com o número: fonte dif. de fontes; ânsia dif. de ânsias; face dif. de faces; feijão dif. feijões; etc., ou conforme o género: o cabeça dif. de a cabeça; o caixa dif. de a caixa; o moral dif. de a mora; etc.]
FEMINISMO
...e não "femininismo".
FERRO-VELHO
pl.: ferros-velhos. Cf. PLURAIS.
FIM-DE-SEMANA
Com hífenes, quando nos referimos àquele período em que geralmente não trabalhamos.
FLEXÃO
- Algumas particularidades da flexão dos verbos compostos aconselham a consulta regular do "Dicionário de Verbos Portugueses Conjugados". Cf. Respostas Anteriores 1 e 2
FOGO-DE-ARTIFÍCIO
Com hífenes.
FOGO-FÁTUO
...e não "fogo fátuo".
FOLHA-DE-FLANDRES
folha-de-flandres...e não "folha de flandres".
FOR
...e não "fôr".
FORA
...e não "fôra", dif. do advérbio FORA.
FORO
...e não "fôro".
FOTO
Todas as palavras compostas com o prefixo foto não levam hífen [fotocomposição, fotonotícia, fotossíntese]. Cf. HÍFEN.
FUTEBOLÊS
- Linguagem estereotipada muito utilizada no meio futebolístico, à base de frases feitas ou imagens desgastadas de todo. Algumas são autênticos disparates, outras, apenas, ridículas. Alguns exemplos desta gíria muito própria: "Apostado em ganhar", "averbar uma clamorosa derrota", "contra-ataque venenoso", "denunciar fome de bola", "denotar sentido de baliza", "direccionar [a bola]", "faltou objectividade atacante", "impedido de penetrar na área adversária", "incidência(s) do jogo", "intenção de flanco", "milita nos escalões cimeiros", "moldura humana" ,"muita ofensividade", "posicionamento", "postura em campo", "prestação" (em vez de actuação, exibição, ou desempenho) ,"recepcionar" [em vez de receber: "o Sporting vai recepcionar em Alvalade o Benfica"...], "retenção da posse de bola" (ou "ficar com a posse da bola") "trabalho ao nível do entrosamento", et., etc. Mas há, também, palavras e expressões do futebolês excelentemente inventadas, que constituem autênticas preciosidades. Por exemplo: «bola à flor da relva», «no enfiamento da área», «cruzamento largo e tenso», «[pontapé de] canto em mangas arregaçadas», «deu nas orelhas da bola», etc., etc. + Pelourinho.

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